segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Concretismo Comtemporâneo


Depois que a gente vira dona de casa...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Desculpem...

Desculpa a ausencia.
MUNDO REAl, sem tempo para tolices....

quinta-feira, 9 de julho de 2009

E aqui...

...desfalecidos e circunstancialmente inerte,
somos a prova viva da expressão.
Tarde demais para nos tornarmos santos...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

ODE DESCONTÍNUA E REMOTA PARA FLAUTA E OBOÉ. DE ARIANA PARA DIONÍSIO

I

É bom que seja assim, Dionisio, que não venhas.
Voz e vento apenas
Das coisas do lá fora

E sozinha supor
Que se estivesses dentro

Essa voz importante e esse vento
Das ramagens de fora

Eu jamais ouviria. Atento
Meu ouvido escutaria
O sumo do teu canto. Que não venhas, Dionísio.
Porque é melhor sonhar tua rudeza
E sorver reconquista a cada noite
Pensando: amanhã sim, virá.
E o tempo de amanhã será riqueza:

A cada noite, eu Ariana, preparando
Aroma e corpo. E o verso a cada noite
Se fazendo de tua sábia ausência.



II

Porque tu sabes que é de poesia
Minha vida secreta. Tu sabes, Dionísio,
Que a teu lado te amando,
Antes de ser mulher sou inteira poeta.
E que o teu corpo existe porque o meu
Sempre existiu cantando. Meu corpo, Dionísio,
É que move o grande corpo teu

Ainda que tu me vejas extrema e suplicante
Quando amanhece e me dizes adeus.



III

A minha Casa é gurdiã do meu corpo
E protetora de todas minhas ardências.
E transmuta em palavra
Paixão
e veemência

E minha boca se faz fonte de prata
Ainda que eu grite à Casa que só existo
Para sorver a água da tua boca.

A minha Casa, Dionísio, te lamenta
E manda que eu te pergunte assim de frente:
À uma mulher que canta ensolarada
E que é sonora, múltipla, argonauta
Por que recusas amor e permanência?



IV

Porque te amo
Deverias ao menos te deter
Um instante

Como as pessoas fazem
Quando vêem a petúnia
Ou a chuva de granizo.

Porque te amo
Deveria a teus olhos parecer
Uma outra Ariana

Não essa que te louva
A cada verso
Mas outra

Reverso de sua própria placidez
Escudo e crueldade a cada gesto.
Porque te amo, Dionísio,

é que me faço assim tão simultânea
Madura, adolescente
E porisso talvez

Te aborreças de mim.

V

Quando Beatriz e Caiana te perguntarem, Dionísio
Se me amas, podes dizer que não. Pouco me importa
ser nada à tua volta, sombra, coisa esgarçada
No entendimento de tua mãe e irmã. A mim me importa,
Dionísio, o que dizes deitado, ao meu ouvido
E o que tu dizes nem pode ser cantado
Porque é palavra de luta e despudor.
E no meu verso se faria injúria

E no meu quarto se faz verbo de amor

VI

Trê luas Dionísio
Não te vejo
Três luas percorro a casa minha
E entre o pátio e a figueira
Converso e passeio com meus cães
E fingindo ao te ver
Digo a minha estrela, essa que é inteira prata 10 mil sóis

Três luas, Dionísio, não te vejo
Três luas percorro a casa minha
E entre o pátio e a figueira
Converso e passeio com meus cães
E fingindo ao te ver
Digo a minha estrela, essa que é inteira prata 10 mil sóis

Sírios pressagam que Ariana pode estar sozinha sem Dionísio Sem riqueza ou fama porque há dentro dela um som maior
Amor que se alimenta de uma chama
Movediça e lunada
Mais luzente alta quando tú dionísio não estás

Trê luas, Dionísio, não te vejo
Três luas percorro a casa minha
E entre o pátio e a figueira
Converso e passeio com meus cães
E fingindo ao te ver
Digo a minha estrela, essa que é inteira prata 10 mil sóis

Trê luas, Dionísio, não te vejo

VII

É licito me dizeres, que Manan, tua mulher
Virá à minha Casa, para aprender comigo
Minha extensa e difícil dialética lírica?
Canção e liberdade não se aprendem

Mas posso, encantada, se quiseres

Deitar-me com o amigo que escolheres
E ensinar à mulher e a ti, Dionísio,

A eloqüência da boca nos prazeres
E plantar no teu peito, prodigiosa
Um ciúme venenoso e derradeiro.

VIII

Se Clódia desprezou Catulo
E teve Rufus, Quintius, Gelius
Inacius e Ravidus

Tu podes muito bem, Dionísio,
Ter mais cinco mulheres
E desprezar Ariana
Que é centelha e âncora

E refrescar tuas noites
Com teus amores breves.
Ariana e Catulo, luxuriantes

Pretendem eternidade, e a coisa breve
A alma dos poetas não inflama.
Nem é justo, Dionísio, pedires ao poeta

Que seja sempre terra o que é celeste
E que terrestre não seja o que é só terra.


IX

“Conta-se que havia na China uma mulher
belíssima que enlouquecia de amor todos
os homens. Mas certa vez caiu nas
profundezas de um lago e assustou os peixes.”

Tenho meditado e sofrido
Irmanada com esse corpo
E seu aquático jazigo

Pensando

Que se a mim não deram
Esplêndida beleza
Deram-me a garganta
Esplandecida: a palavra de ouro
A canção imantada
O sumarento gozo de cantar
Iluminada, ungida.

E te assustas do meu canto.
Tendo-me a mim
Preexistida e exata

Apenas tu, Dionísio, é que recusas
Ariana suspensa nas tuas águas.


X

Se todas as tuas noites fossem minhas
Eu te daria, Dionísio, a cada dia
Uma pequena caixa de palavras
Coisa que me foi dada, sigilosa

E com a dádiva nas mãos tu poderias
Compor incendiado a tua canção
E fazer de mim mesma, melodia.

Se todos os teus dias fossem meus
Eu te daria, Dionísio, a cada noite
O meu tempo lunar, transfigurado e rubro
E agudo se faria o gozo teu.


Hilda Hist


a Dionisio...

Soneto de Fidelidade


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pra não dizer que não falei de flores!




  • Nome Científico: Schlumbergera truncata
  • Sinonímia: Epiphyllum truncatum, Zygocactus truncatus
  • Nome Popular: Flor-de-maio, cacto-de-natal, cacto-da-páscoa, flor-de-seda
  • Família: Cactaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Brasil
  • Ciclo de Vida: Perene

Um dos cactos mais apreciados e difundidos, a flor-de-maio, floresce em pleno outono, o que lhe confere o nome de flor-de-natal no hemisfério norte. Por este motivo é bastante comercializado nestas época para presente. Seu caule é formado de várias partes (artículos) que podem ser destacados para formar novas plantas. A cada ano, após a floração, formam-se novos artículos que serão os responsáveis pela próxima florada. Suas flores delicadas, grandes e brilhantes, podem ser rosas, brancas, laranjas e vermelhas e atraem beija-flores.

Deve ser cultivado em substrato para epífitas misturado à terra vegetal, regada periodicamente, à meia-sombra. Fica muito bem isolada em vasos ou em combinação com outras epífitas, sobre árvores e paredes preparadas.

sábado, 30 de maio de 2009

Gergelim para voce!


O gergelim (português brasileiro) ou sésamo (português europeu) é uma planta anual herbácea, gamopétala, originária do Oriente, pertencente à família das pedaliáceas (Sesamum indicum), com propriedades medicinais, de flores alvas, róseas ou vermelhas, hermafroditas, malcheirosas, dispostas nas axilas das folhas, e cujo fruto é cápsula oblonga, pubescente, com sementes oleaginosas, pequenas, amarelas, alvas ou pretas, arredondadas e levemente comprimidas. É cultivada na Ásia tropical por causa de suas sementes, que fornecem até 50% de óleo.

As sementes de gergelim são ricas em manganês, cobre e cálcio (90mg de cálcio por colher de sopa para sementes integrais (não descascadas) e 10mg para sementes descascadas), e contém Vitamina B1 e Vitamina E. Elas contém um poderoso antioxidante (chamados "lignans" em inglês), que também é anticancerígeno. Elas também contém fitoesteróis, que bloqueam a produção de colesterol. Os nutrientes do gergelim são melhores absorvidos se triturados antes do consumo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Um sonho...


E um dia qualquer, depois de um recado seco e um retrovisor perdido, o sonho. Um sonho. Teremos uma casa grande, uma piscina, uma garagem, um lindo gramado, flores no pátio, uma geladeira colorida cheia e uma porta de onde vamos chamar o cachorro. Bicicletas pra pedalar no final da tarde, um seguro médico, um seguro de vida, um tapete feito a mão, um quarto de música, quadros alegres, taças e vinhos, um cobertor grande que vai ficar na frente da lareira. E janelas, muitas, por onde sempre passará o brilho do sol... Vamos colecionar fotos de tudo e ter lembranças de quase tudo. Teremos uma família feliz, filhos saudáveis. Café da manhã, almoço e janta numa mesa grande. Muitos livros guardados, discos, filmes, fitas e purpurina. Uma casa de praia, com uma rede xadrez na varanda, e uma fruteira cheia.


Eu terei eu, que fará você ter você, e se lembrar de tudo que já teve, o que somos e o que seremos...

Um sonho... eu decidi ficar...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Pra ficar completo...

...só queria o cheiro da minha pequena...
Saudade é triste.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Valsa pra Biu Roque


Composição: Beto Villares / Céu

se eu fosse a sua
e não mais uma
as quatro luas eu lhe daria
pra me tornar sua maria
uma canção eu cantaria
minha resposta ao que eu ouvi
a mais bela melodia
foi roubar pra minha hitória
sua poesia de outrora
não por jura ou promessa
nem perdão ou vaidade
debaixo da condesseira
sua maria de verdade

terça-feira, 28 de abril de 2009

sem titulo

Ela entrou na minha vida como uma brisa leve cheirando flor.

Veio sem me pedir nada, sem precisar do meu tempo, meu espaço, minha atenção...

Queríamos só descobrir quem éramos.

Quem era a moça do retrovisor?

Quem era o moço dos recados secos?

Um passo de cada vez caminhamos em nossas direções,

Caminhamos juntos. Hoje o ar que circula minhas idéias tortas sem deixar que elas trombem umas com outras, tem cheiro de Jazz-Mim.

Ela ganhou meu tempo, meu espaço, minha atenção... E porque nunca me pediu, ganhou minha alegria, meu carinho, minha vontade de ser melhor (ensinou até a gostar de sinal fechado).

Continuamos descobrindo quem somos

e no jardim dela eu descubro quem eu fui e posso ser.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Eu,Tu,Nós!!!

Só pra dizer que foi muito bom ter voce de novo...
Pra quem dizia nunca mais, a dor até tem se curado rápido!
Seu cheiro ainda está aqui...
E voce não vai me perder, porque seu corpo ainda sente o meu prazer!
Espero que o tempo passe pra te ter de novo, e de novo, e de novo...
e pra sempre de novo!
Eu espero.
Um passo de cada vez, certo!?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

dois...


Meu odio-amor:

Tudo se esvai.

A hora se faz movel

Escorrida.

Sobre o corpo da vida.

vou-me.

Pedra lisa e mar

Fixa-informe

Tento te segurar

Tu que és minha vida

Morre

O mesmismo de mim.

Se nao me colo a ti

Vagueio.

Alguem me ve

E aponto:

Dentro da flor aberta

Uma abelha morta



Hilda Hist

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Alice e o Espelho


Estava sentada de branco, em frente ao espelho. Devido a negritude dos dias decidiu usar branco, para aliviar ao menos o reflexo da imagem.
Ouvia uma música, sabe-se lá de que banho e Iemanjá se falava. Sua Fé estava bem abalada. Tinha os olhos caídos na direção de Nossa Senhora de Aparecida. Na tempestade em que vivia, molhada, com frio, perdida e sem saber o caminho de volta, com os dedos enrugados e uma terrível dor que vinha do coração, se apegava a todos os Santos. Qualquer um que indicasse o próximo passo serviria.
Mas a resposta por vezes demorava e a dor... E a dor não saía de cena.
E, assim, se analisava, analisava aquele reflexo no espelho, procurando um restinho de força e pedia socorro desesperadamente. A chuva que lhe caía por dentro da cabeça começava a escorrer pelos face. Lágrimas pretas da escuridão.
Ainda assim conseguia manter a meiguice. E o tamanho. Tamanho que não era de sua vontade. Queria mesmo é ser pequenininha.
Sua dor era da solidão, confusão. E acreditava, apesar de relutar, que sua única saída era a RENÚNCIA.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Certa noite





"Hoje você me deixou
Quer dizer
Hoje você me deixou de novo
Depois a gente volta
Sempre voltou
Você voltou
Voltou sempre que me deixou
Mas há sempre algo que se lasca
Que se acaba
Uma magia que se estraga
Uma vela que se apaga
Aos poucos
Um abalo que um dia, talvez, não dê mais jeito
Uma ofensa que, talvez, desta vez, não dê conserto
E então chega um dia em que eu não te reconheço
Um dia que não vem depois do outro
Uma certa noite
Fora do tempo
E então um dia eu não me reconheço
E quero o que eu nem sabia
Que era isso que eu queria

Uma noite tão quente como essa
Pode ser um novo começo
Poder, querer, ser
Sem ter você

Se você não me quer mais
Eu quero me perder

Que o fogo que vem de baixo
Seja fogo negro, intenso
Um fogo sem descaso
Pra me queimar em silêncio
E então finalmente eu me esqueço
E me entrego
Você é quem me dá tudo quente e espesso
Que me dá tudo que eu mereço
E não me nego
Então eu danço
Danço